Viriato e o planalto beirão
Antes de ser «cidade-jardim», Viseu já era lugar de passagem e de resistência. O nome de Viriato — chefe lusitano que enfrentou Roma — ficou ligado a este território como símbolo, mais do que como biografia exata.
As fontes antigas (Ápiano, Lívio em ecos posteriores) situam a guerra lusitana no século II a.C. Viriato emerge como estratega de guerrilha: conhecia o terreno, evitava batalhas frontais e forçava Roma a negociar. Foi assassinado cerca de 139 a.C., segundo a tradição, por companheiros subornados.
Em Viseu, a memória materializa-se na Cava de Viriato — um grande recinto de terra e muralha cuja origem exata se discute (acampamento, estrutura medieval ou reinterpretada no romantismo oitocentista). O que não se discute: o monumento e a estátua tornaram Viriato parte da identidade urbana. Quem chega de fora sente logo que a cidade conta uma história anterior a Portugal.
- Lusitanos Povos pré-romanos do oeste peninsular; a Beira Interior era zona de contacto e conflito.
- Porquê aqui? Planalto, vias naturais e posição entre Douro e Mondego — lugar estratégico.






