A história de Viseu

Quem passou por aqui, o que deixou e onde é que ainda se vê.

castro desde
séc. V a.C.
diocese desde
569
primeiro foral
1123
A fachada principal da Sé Catedral de Viseu
A fachada da Sé Concierge.2C · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons

Oito eras, uma cidade

Cerca de 2500 anos no mesmo morro, do castro da Idade do Ferro à cidade que se atravessa a pé.

Séculos V a II a.C. · o castro e o mito

O castro dos vissaiegi

Os vestígios mais antigos de Viseu remontam aos séculos V e IV a.C. No morro onde hoje está a Sé havia um povoado fortificado com 6 a 12 hectares, consoante as estimativas, rodeado por um fosso escavado na rocha e por uma muralha de pedra.

As casas, de pedra, madeira e barro, eram quase todas redondas e cobertas de colmo; algumas apoiavam-se nos penedos. À volta delas, os vissaiegi, o povo que aqui vivia, escavaram na rocha dezenas de silos para guardar alimentos, e o fosso chegava aos três metros de profundidade. Para a época era um sítio grande, e mandava no território em volta.

Desta fase vêm duas joias de ouro encontradas em Viseu, uma lúnula e um torques, hoje no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa. Dominava-se então a roda de oleiro, o moinho circular, o vidro e, na ourivesaria, a filigrana e a soldadura.

As fontes antigas (Ápiano, Lívio em ecos posteriores) situam a guerra lusitana no século II a.C. Viriato emerge como estratega de guerrilha: conhecia o terreno, evitava batalhas frontais e forçava Roma a negociar. Foi assassinado cerca de 139 a.C., segundo a tradição, por companheiros subornados.

A Cava de Viriato é um octógono com mais de 30 hectares, oito taludes de terra e um fosso que chega aos 16 metros de largura. É tida como a maior construção em terra da Península Ibérica. Apesar do nome, não é obra de Viriato: as leituras mais recentes apontam para a primeira metade do século X. A estátua do guerreiro, de Mariano Benlliure, é de 1940.

  • Lusitanos Povos pré-romanos do oeste peninsular; a Beira era zona de contacto e conflito.
  • Porquê aqui? Planalto, vias naturais e a posição entre o Douro e o Mondego.
  • O nome Vem deste povo: uma ara romana achada em 2009 é dedicada «às deusas e deuses vissaieigenses».
  • Onde está o ouro A lúnula e o torques de Viseu pertencem à coleção do Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa. O museu está encerrado para obras; confirme a reabertura antes de planear uma visita.
Memória Cava de Viriato: taludes verdes e passadiço no planalto de Viseu
A Cava de Viriato, com os seus taludes de terra no planalto de Viseu.
Hoje Centro histórico de Viseu
O centro histórico atual: pedra, ruas estreitas e a continuidade da cidade sobre o mesmo eixo.

Séculos I a V · Vissaium torna-se Veseum

Roma: capital de um território

No século I, o castro da Idade do Ferro deu lugar a Vissaium, depois Veseum, capital de uma civitas romana da Lusitânia. O fórum ficava no topo do morro da Sé e o cardo máximo, o eixo norte-sul da cidade, corresponde em boa medida à atual Rua Direita.

Os romanos não arrasaram o castro: adaptaram-lhe a cidade. Levantaram o fórum no topo do morro e espraiaram o casario para poente, na zona mais plana. Em 2009, numa escavação na Travessa da Misericórdia, apareceu uma ara dedicada «às deusas e deuses vissaieigenses». É daí que vem o nome da cidade.

Que Viseu era cabeça de território prova-o um marco miliário mandado fazer por Adriano, por volta de 120, encontrado junto à Porta dos Cavaleiros: marca a milha I, ou seja, a contagem das distâncias começava aqui. Nas escavações da Praça D. Duarte saíram moedas de todo o Império: um sestércio de Cláudio, um nummus de Magnêncio cunhado em Roma entre 350 e 352 e um solidus de ouro de Honório, batido em Milão por volta do ano 400.

Por volta do ano 350, com o Império sob pressão, a cidade fechou-se numa muralha de quatro metros de espessura e cerca de nove de altura, com torreões semicirculares. Junto a um desses torreões foram identificadas sepulturas de crianças entre os dois e os sete anos.

Em 380, o imperador Teodósio declarou o cristianismo religião oficial do Império. Em Viseu, isso acabaria por mudar o uso do morro: onde estava o centro cívico romano passaria a estar o centro religioso.

  • Cardo e decumano O eixo norte-sul é hoje a Rua Direita; o poente-nascente passava pela Rua do Gonçalinho.
  • O que sobra Um troço da muralha tardo-romana, com um torreão, à vista sob um vidro na Rua Formosa, e o traçado das ruas.
  • Civitas Veseum foi capital de uma circunscrição da Lusitânia, provavelmente a dos Interanienses.
  • Louça de mesa Fragmentos de terra sigillata do fim do século I mostram importação, talvez do vale do Ebro.

Séculos VI a XII · entre reinos

Quando Viseu foi capital

Entre a queda de Roma e a fundação de Portugal, Viseu foi sede de bispado, praça disputada entre cristãos e muçulmanos e, entre 926 e 931, a sede da corte de Ramiro II. É a parte menos conhecida desta história.

A diocese de Viseu aparece referenciada em 569, e em 572 o bispo Remissol assina as atas do II Concílio de Braga. Não é só um nome numa ata: as escavações da Praça D. Duarte revelaram um edifício dos séculos V e VI, provavelmente episcopal, com uma abside e dois absidíolos, pavimento em opus signinum e paredes pintadas a amarelo, preto, azul e ocre, construído com pedra romana reaproveitada.

Depois de 714 e da queda do reino visigodo, a cidade passa a terra de fronteira. Ramiro I ataca-a em 845, Afonso III das Astúrias conquista-a em 872, e em 1989 apareceu nos arredores um tesouro de 286 dirhams de prata, escondido em plena guerra por alguém que nunca o veio buscar.

Em 926, Ramiro II instala a corte em Viseu e faz dela a capital da terra portucalense, quase dois séculos antes de Afonso Henriques. Sai em 931, para assumir a coroa de Leão, e o projeto fica a meio. É provavelmente desta fase que datam o alcácer no topo do morro e a Cava de Viriato. Décadas depois, era de Viseu que Almançor preparava as campanhas contra Leão, Astorga e Santiago de Compostela.

A 25 de julho de 1058, Fernando, o Magno, toma a cidade em definitivo: Viseu não voltaria ao domínio muçulmano. Coube depois aos condes D. Henrique e D. Teresa, que aqui tiveram corte entre 1109 e 1128, desenhar a cidade medieval: castelo, paço e catedral. Segundo uma tese antiga e ainda discutida, foi numa torre desse paço que nasceu Afonso Henriques, em 1109.

  • Diocese Referenciada em 569; em 572, o bispo Remissol assina no II Concílio de Braga.
  • Capital, em 926 Ramiro II governou a partir daqui a terra portucalense até 931.
  • O foral D. Teresa concedeu carta de foral a Viseu em 1123, a recompensa pelo apoio da cidade.
  • O castelo A torre de menagem, no topo do morro, está documentada pelo menos desde 1188.

Séculos XIII a XVIII · granito e fé

A Sé: o centro de granito de Viseu

A catedral que vê hoje junta várias épocas: começou românica, cresceu gótica, ganhou a abóbada manuelina e o claustro renascentista e recebeu, depois de 1635, a fachada maneirista da frente. O Largo da Sé continua a ser o ponto de encontro central da cidade antiga.

A construção da Sé atual começou nos séculos XII e XIII, durante a afirmação do reino e da diocese. No final do século XIII, os bispos D. Mateus Martins e D. Egas lançaram a campanha que lhe deu feição gótica: uma nova catedral, o claustro dos cónegos a sul e uma porta aberta para o adro. Foi preciso remodelar o velho alcácer e deitar abaixo casas encostadas à fortificação. Dentro das muralhas do castelo não havia mais espaço, e por isso a catedral nunca cresceu tanto como as das grandes cidades do reino.

Dessa fase restam o Portal dos Cónegos, da segunda metade do século XIII, com a Virgem com o Menino ainda de tradição românica, as colunas e capitéis da nave e a torre sul. Nas pedras veem-se as siglas dos mestres canteiros que as talharam.

O maior ciclo de obras veio depois, nos séculos XV e XVI: a abóbada de nós que ainda cobre a nave e o claustro renascentista. Em 1635, um temporal derrubou a fachada manuelina; a atual, maneirista, foi traçada pelo arquiteto Juan Moreno, de Salamanca, e ficou concluída por volta de 1647. No adro, o cruzeiro foi mandado erguer em 1760 pelo bispo D. Júlio Francisco de Oliveira. Ao lado fica o Paço dos Três Escalões, que o bispo D. Nuno de Noronha começou a construir em 1593 para seminário.

A Igreja da Misericórdia, em frente à Sé, foi reconstruída a partir de 1775 e acrescenta ao largo uma fachada rococó, com branco e azul a contrastar com o granito escuro. O Adro e as ruas próximas reuniam comércio, procissões e centros de poder. Pode seguir pela Rua Direita para fazer o percurso entre a Sé e o Rossio.

Nas gravuras do século XIX e nos postais do início do século XX as torres têm o mesmo perfil que têm hoje. O que mudou foi tudo à volta: o trânsito, a iluminação, o turismo.

  • Claustro Pedra e sombra, bom para uma pausa a meio da visita. É aqui que está o túmulo de D. João Vicente, bispo entre 1444 e 1463.
  • O tesouro O evangeliário da Sé, em pergaminho iluminado, tem encadernação de prata lavrada do século XV.
  • Largo da Sé Sé, Misericórdia e museu, tudo à volta do mesmo largo.
Gravura histórica da Sé de Viseu Fachada principal da Sé de Viseu, fotografia contemporânea de frente Antiga Nova

Arraste para comparar a gravura histórica com a Sé de hoje.

Séculos XIV e XV · destruição e reconstrução

O ano zero e a muralha que se seguiu

No último quartel do século XIV, três incursões castelhanas deixaram Viseu quase destruída. Da reconstrução saíram a muralha afonsina e a Feira de São Mateus.

As guerras com Castela e a crise dinástica de 1383-1385 apanharam Viseu no meio da disputa peninsular pela coroa. As tropas castelhanas entraram três vezes, saquearam e incendiaram, e o espaço urbano ficou praticamente arrasado. Ao contrário da maioria das cidades medievais portuguesas, Viseu não tinha cintura de muralhas: a defesa fazia-se toda no morro da Sé, entre a catedral e o castelo, onde a população se recolhia em tempo de guerra.

A fidelidade dos viseenses à causa de Avis foi recompensada por D. João I com duas decisões. A primeira, a carta de feira de 10 de janeiro de 1392, que deu origem à Feira de São Mateus. A segunda, a autorização para erguer finalmente a muralha, obra lenta que só ficaria concluída em 1472, já no reinado de D. Afonso V, e daí o nome de muralha afonsina. Tinha sete portas; sobram a Porta do Soar e a Porta dos Cavaleiros.

Dentro da nova cerca, a cidade recompôs-se. A Rua das Tendas, o principal eixo comercial medieval, passa a chamar-se Rua Direita e concentra a vida económica. Em 1415, ao regressar da conquista de Ceuta, o Infante D. Henrique recebe o título de primeiro Duque de Viseu.

  • 1392 Carta de feira de D. João I: nasce a Feira de São Mateus, que começou por se realizar na Cava de Viriato.
  • Sete portas, duas de pé A Porta do Soar guarda a inscrição de 1472 que fecha a obra da muralha.
  • Rua Direita Antes chamava-se Rua das Tendas, e continua a ser a rua das lojas entre a Sé e o Rossio.
  • Duque de Viseu Título criado em 1415 para o Infante D. Henrique, depois de Ceuta.

Século XVI · Renascimento em português

Grão Vasco: quando Viseu pinta a Europa

Vasco Fernandes, conhecido como Grão Vasco, trabalhou em Viseu durante o Renascimento. Nos seus retábulos vê-se o que aprendeu com a pintura flamenga e italiana, sobretudo nos rostos e na luz.

Vasco Fernandes nasceu por volta de 1475 e pouco se sabe dele até aparecer documentado em Viseu, em 1501-1502, já casado e a trabalhar como pintor. Trabalhou aqui até à morte, por volta de 1542, deixando obra de Lamego a Coimbra. A sua oficina e os artistas que com ele colaboraram fizeram de Viseu um dos centros da pintura renascentista portuguesa.

Nada disto teria acontecido sem quem pagava. Em 1526 chega à diocese D. Miguel da Silva, um dos homens mais cultos do reino, formado em Itália e antigo representante de D. Manuel I junto da corte papal. Foi ele que encomendou o «São Pedro», pintado por volta de 1529 para uma capela da Sé e hoje a obra mais conhecida do mestre. Em 1540, de costas voltadas com D. João III por causa da Inquisição, o bispo fugiu para Roma.

O Museu Nacional Grão Vasco nasceu em 1916, por decreto, com Francisco de Almeida Moreira como primeiro diretor. Começou instalado em dependências da Sé; só em 1923 Almeida Moreira passou a ocupar o Paço dos Três Escalões ao lado, e a transferência ficou concluída em 1938. Entre 2001 e 2003, Souto de Moura reformulou-lhe o interior.

  • Onde ver Museu Nacional Grão Vasco. Comece pelo «São Pedro» e pelos painéis vindos da Sé.
  • O mecenas D. Miguel da Silva, bispo entre 1526 e 1540, trouxe a Viseu o gosto italiano.
  • Contexto Portugal quinhentista: o dinheiro da expansão marítima também pagou encomendas religiosas no interior.
Património Museu Nacional Grão Vasco em Viseu
O Paço dos Três Escalões, antigo seminário, acolhe hoje a coleção do Museu Nacional Grão Vasco.
Largo Largo da Sé em Viseu
O mesmo largo: fé, arte e vida urbana no mesmo quarteirão.

Séculos XIX e XX · de bispado a capital distrital

Crescimento, feiras e a ideia de «cidade»

Entre o Antigo Regime e a República, Viseu consolidou-se como capital de distrito e centro de comércio do interior. A Feira de São Mateus, nascida de uma carta de feira de D. João I em 1392, acompanhou esse crescimento.

O século XIX traz administração liberal, novas vias, escolas e uma burguesia local que investe em edifícios, jardins e sociabilidade. O Rossio ganha peso como espaço cívico; a muralha afonsina, mandada erguer por D. João I e concluída em 1472 sob D. Afonso V, marca o antigo perímetro enquanto a cidade se dilata: das sete portas restam a Porta do Soar e a Porta dos Cavaleiros.

O centro de gravidade da cidade muda de sítio: sai da Praça D. Duarte, o largo medieval junto à Sé, e passa para o Rossio, que se torna o novo polo político e administrativo. Ao casario de traçado medieval contrapõem-se as linhas direitas da Rua do Comércio e da Rua Formosa e o Mercado 2 de Maio. Um incêndio violento tinha destruído em 1796, na Praça D. Duarte, os antigos Paços do Concelho, o tribunal e a cadeia; a primeira pedra da nova Câmara, no Rossio, foi lançada em 1877. O Paço dos Três Escalões, antes de ser museu, foi tribunal, governo civil, biblioteca, Banco de Portugal e esquadra de polícia.

Em novembro de 1890 abriu a Linha do Dão, o caminho de ferro que ligava Viseu à Linha da Beira Alta, em Santa Comba Dão. Desativada, é hoje a Ecopista do Dão, com 49 km.

No século XX, Viseu ganha indústria à escala regional e equipamentos públicos, e começa a vender-se como cidade arrumada e verde. A designação de «cidade-jardim» fixou-se num cartaz da Comissão de Iniciativa e Turismo de Viseu de 1935 e foi-se confirmando com décadas de investimento em parques e matas, sobretudo no Fontelo e no Parque Aquilino Ribeiro.

Foi também um século de intervenção no centro histórico. A Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais restaurou a catedral com a mira nos valores do Estado Novo: o Adro foi reordenado, o cruzeiro recolocado ao meio e algumas casas encostadas à Igreja da Misericórdia deitadas abaixo para abrir o largo. Em 1931 inaugurou-se o painel de azulejos do Rossio, de Joaquim Lopes, alegoria às gentes da Beira que hoje é imagem de marca da cidade; em 1955 chegou à Praça D. Duarte a estátua do rei, de Álvaro de Brée, no lugar onde antes estivera o pelourinho.

A Feira de São Mateus nasceu ligada ao calendário religioso e comercial: D. João I concedeu-lhe carta de feira a 10 de janeiro de 1392, o que faz dela a feira franca mais antiga da Península Ibérica. Reúne todos os anos comércio, espetáculos e gastronomia, entre agosto e setembro.

  • São Mateus Com carta de feira desde 1392. Em agosto e setembro, a cidade organiza-se à volta dela.
  • Distrito Capital do distrito de Viseu e da região Viseu Dão-Lafões, hospitais, tribunais, escolas, serviços.

Século XXI · viver e visitar

Viseu agora: granito, verde e ritmo humano

O centro histórico é pedonal e as distâncias são curtas, por isso Viseu vê-se a pé. Tem os serviços de uma capital de distrito e ficou em primeiro lugar no estudo da DECO PROTESTE sobre qualidade de vida nas capitais de distrito, em 2007, 2012 e 2021.

Numa manhã dá para ir da Cava de Viriato à Sé, ao Museu Grão Vasco, ao Rossio e ao Fontelo. O mais curioso talvez seja isto: a rua onde vai às compras é o cardo da cidade romana.

Se só tem um dia, chega bem para ver o essencial sem apanhar transportes.

Datas-chave

A mesma história em linha, para consultar de relance.

  1. séc. V a.C. Primeiros vestígios do castro dos vissaiegi, no morro onde hoje está a Sé.
  2. séc. I Vissaium passa a Veseum, capital de uma civitas romana da Lusitânia.
  3. c. 120 Marco miliário de Adriano, junto à Porta dos Cavaleiros, marca a milha I.
  4. c. 350 Construção da muralha tardo-romana, com torreões semicirculares.
  5. 380 Teodósio declara o cristianismo religião oficial do Império.
  6. 569 Primeira referência à diocese de Viseu.
  7. 714 Conquista muçulmana e fim do reino visigodo.
  8. 872 Afonso III das Astúrias conquista Viseu.
  9. 926-931 Ramiro II instala a corte em Viseu, capital da terra portucalense.
  10. séc. X Datação hoje mais provável para a Cava de Viriato.
  11. 988-997 Almançor parte de Viseu para as campanhas de Leão, Astorga e Santiago.
  12. 1058 Fernando, o Magno, conquista Viseu em definitivo, a 25 de julho.
  13. 1109 D. Henrique e D. Teresa em Viseu; segundo uma tese antiga, nasce aqui Afonso Henriques.
  14. 1123 D. Teresa concede a Viseu a sua primeira carta de foral.
  15. 1188 Primeira documentação da torre de menagem do castelo.
  16. séc. XIII Os bispos D. Mateus Martins e D. Egas lançam a catedral gótica e o claustro dos cónegos.
  17. 1385 Tropas castelhanas saqueiam e incendeiam Viseu, pouco antes da Batalha de Trancoso.
  18. 1392 Carta de feira de D. João I: nasce a Feira de São Mateus.
  19. 1415 O Infante D. Henrique é feito primeiro Duque de Viseu.
  20. 1472 Fica concluída a muralha afonsina, no reinado de D. Afonso V.
  21. 1501-02 Primeiro registo de Vasco Fernandes, o Grão Vasco, em Viseu.
  22. 1526 D. Miguel da Silva torna-se bispo e traz o gosto italiano à cidade.
  23. c. 1529 Grão Vasco pinta o «São Pedro» para a Sé.
  24. 1635 Um temporal derruba a fachada manuelina da catedral.
  25. c. 1647 Conclui-se a nova fachada maneirista, de Juan Moreno.
  26. 1760 O bispo D. Júlio Francisco de Oliveira manda erguer o cruzeiro do Adro.
  27. 1775 Começa a reconstrução da Igreja da Misericórdia, de fachada rococó.
  28. 1796 Um incêndio destrói os Paços do Concelho, na Praça D. Duarte.
  29. 1835 A sede do distrito passa de Lamego para Viseu, na reforma administrativa liberal.
  30. 1890 Abre a Linha do Dão, hoje Ecopista.
  31. 1916 Criação do Museu Grão Vasco, dirigido por Francisco de Almeida Moreira.
  32. 1923 O museu começa a ocupar o Paço dos Três Escalões.
  33. 1931 Inauguração do painel de azulejos do Rossio, de Joaquim Lopes.
  34. 1935 Um cartaz da Comissão de Iniciativa e Turismo fixa a alcunha de «cidade-jardim».
  35. 1940 Inauguração da estátua de Viriato, de Mariano Benlliure.
  36. 1955 A estátua de D. Duarte, de Álvaro de Brée, chega à praça com o seu nome.
  37. 2001-03 Souto de Moura reformula o interior do Museu Nacional Grão Vasco.
  38. 2009 Aparece a ara dedicada «às deusas e deuses vissaieigenses», origem do nome.

Sair à rua

De onde vêm estes factos

Narrativa de síntese para viajantes, cruzada com as fontes abaixo. Onde a investigação não é consensual, a Cava de Viriato, o nascimento de Afonso Henriques, o texto diz que não é. Imagens: Wikimedia Commons.

Descubra a história ao vivo nas ruas

Das muralhas romanas à Sé Catedral, passeie pelas ruas de granito e sinta os séculos de Viseu.

Se aceitar, usamos o Google Analytics para perceber que páginas do guia são mais úteis. Saiba mais.